Vamos lá!
O intuito desse post é definir um norte e um caminho por
onde começar a improvisar. Enquanto não nos familiarizamos com o tema ou
enquanto não criamos motivos melódicos para improvisar, é comum ficar perdido,
sem saber como começar. Numa gig onde você vai tocar uma música que você não
conhece a melodia ou não estar familiarizado com a linguagem, é interessante
ter uma ferramenta pra iniciar seu solo ou improviso. Dando uma pesquisada no
meu material de estudos, achei poucas coisas que me ajudassem nessa tarefa de
forma simples e objetiva, a maioria traz frases prontas,idéias de licks, solos
dos mais diversos estilos, escalas, arpejos. Isso tudo funciona, mas demora
para agregar algum coisa, demora a dar o resultado esperado. Tudo é extremamente
útil e necessário ser estudado, o que vamos estudar aqui é só mais uma das
inúmeras ferramentas que podemos usar, não se prenda só a isso, como eu falei,
o intuito é apenas saber por onde começar.
Primeira consideração que devemos fazer é que nunca é demais
ter conhecimento total do campo harmônico maior e menor (Escala Menor Natural e
Harmônica). Esse é um ponto indispensável para um bom improviso, porque a
sonoridade que vem da escala e seus intervalos peculiares é que dão um “sabor”
ou sonoridade ao improviso.
Segundo ponto é desenvolver o estudo do material apresentado
mesclando com o que você já usa e domina (Exemplo polirritmia).
O mais difícil ao improvisar é achar algo para tocar sobre
as mais variadas progressões de acordes, algo que se encaixe bem sobre elas e
que tenha uma sonoridade boa. Lógico, que improvisar assim como qualquer coisa
dentro dá música é uma coisa bem subjetiva, o que parece soar bem para uma
pessoa pra outro músico não soa. Então o objetivo aqui também não é impor um
estilo de improvisar.
A primeira coisa que o improvisador deve ter em mente é qual
escala usar para determinado tipo de acorde. Calma, a principio não é para sair
desesperado tentando decorar todas as escalas de uma hora pra outra, se não o
fizemos até agora, não é a partir desse momento que vamos fazer, embora seja
muito importante e primordial aprender, ter “debaixo do dedo” tudo. Mas um
conhecimento harmônico e da estrutura intervalar da escala ajuda muito.
Estruturas Melódicas:
Separei um grupo de quatro notas para cada tipo de acorde
(maior e menor), para o primeiro obedeci
a seguinte lógica: peguei a escala maior, dei saltos de quintas a partir de C e
formei a seguinte seqüência C-G-D-A-E, reorganizando-os trazendo para saltos
menores fica da seguinte forma C-D-E-G-A, eis aqui a escala pentatônica maior,
como a nota A (lá) é relativa menor de C (dó), usei para começar outra
estrutura e a tirei da primeira, formando a seguinte estrutura A-C-D-E-G, tendo
assim uma escala pentatônica menor, assim como fiz com a estrutura maior, tirei
também a última nota. Então, aqui está a origem da escolha das notas para
formar o que chamamos de estrutura melódica. A partir daí para todos os acordes
maiores usaremos os seguintes intervalos: 1-2-3-5 e para os menores: 1-3-4-5.
Para os demais tipos de acordes também usaremos a mesma lógica, como por
exemplo, A7(b9): 1-2-3-5, igual ao estrutura para acorde maior só que com a
segunda menor, para o acorde Bm7(b5): 1-3-4-5, igual a estrutura formada para o
acorde menor, só que com a quinta diminuta.
24 Combinações para estruturas maiores:
1-2-3-5, 1-2-5-3,
1-3-2-5, 1-3-5-2, 1-5-2-3, 1-5-3-2
2-1-3-5, 2-1-5-3,
2-3-1-5, 2-3-5-1, 2-5-1-3, 2-5-3-1
3-1-2-5, 3-1-5-2, 3-2-1-5, 3-2-5-1, 3-5-1-2, 3-5-2-1
5-1-2-3, 5-1-3-2, 5-2-1-3, 5-2-3-1, 5-3-1-2, 5-3-2-1
24 Combinações para estruturas maiores:
1-3-4-5, 1-3-5-4, 1-4-3-5, 1-4-5-3, 1-5-3-4, 1-5-4-3
3-1-5-4, 3-1-4-5, 3-4-1-5, 3-4-5-1, 3-5-1-4, 3-5-4-1
4-1-3-5, 4-1-5-3, 4-3-1-5, 4-3-5-1, 4-5-1-3, 4-5-3-1
5-1-3-4, 5-1-4-3, 5-3-1-4, 5-3-4-1, 5-4-1-3, 5-4-3-1
Treine nas mais diversas combinações e progressões.
Harmonia exemplo 1 e playback (Exemplo do vídeo):
||: C | C |
Fm7| Bb7 | C
| C | Bbm7 | Eb7 | Ab |
Ab | Am7 | D7 |
Dm7 | G7
| C Eb | Ab Db :||
Treine com as seguintes estruturas:
1ª vez) Para acorde maior: 2-1-5-3 Para acorde menor:
3-1-5-4
2ª vez) Para acorde maior: 3-5-2-1 Para acorde menor: 4-5-3-1
3ª vez) Para acorde maior: 5-3-2-1 Para acorde menor: 5-4-3-1
Link para baixar o playback:
A ideia chama estrutura melódica por tentar criar justamente
o uma estrutura, encadeando melodicamente a harmonia, fazendo uma ligação entre
os acordes.
No Exemplo 2, já temos uma harmonia um pouco mais elaborada
e a transição entre os acordes acaba sendo tão elaborada quanto a harmonia,
perceba as terças, quintas diminutas e segundas menores nos acordes que tem
esses intervalos.
Bibliografia:
Bergonzi, Jerry – Inside Improvisation Vol. 1
Santiango, Lupa – Improvisação Moderna – Volume 1
Onde achar:
www.freenote.com.br
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